sábado, 18 de outubro de 2008

Rotina: a nossa maior prisão


Pois é, o capítulo III ainda está sendo trabalhado, então vou falar de algo diferente hoje.

Não sei se já se sentiram assim, mas sempre que se está dentro de uma semana corrida e cheia de tarefas a serem cumpridas, acham que se saírem daquela rotina, ficaram de “saco-cheio”.

Pois bem, foi exatamente na semana do “saco-cheio” (na verdade não só nela, mas principalmente) tenho me sentido livre. Sabe quando você acorda em um horário que estaria n aula e olha para a janela e vê o que tem além daquelas quatro paredes da escola, do escritório, etc.

Então, quando se tem a chance de experimentar algo diferente de só estudar/trabalhar, nos sentimos como pássaro em uma gaiola sem poder voar, e tem medo de sair, pois não sabe o que pode acontecer, o que terá que enfrentar.

E acho que hoje em dia ninguém mais tem coragem ao ponto de se desligar totalmente de suas responsabilidades, dar um tempo. Por mas que estejamos descansando, temos em mente que temos de fazer isso e aquilo, pois se não vai dar tempo quando voltarmos a trabalhar. E isso atrapalha e muito com relação aos relacionamentos, de qual tipo for. É muito triste ver pais que não tem tempo para seus filhos, e nem para si mesmos. E tudo é voltado para uma só coisa: o dinheiro. Tudo bem é importante, mas é tanto assim, para esquecermos-nos de viver? Uma criança tem de brincar e não ficar trancada em uma sala de aula por 4 horas. Como os adultos podem nos dizer que temos de aproveitar a vida nessa idade se não temos tempo para nada além de estudar? Claro que saímos, vamos a festas, shoppings, conversamos como eles fazem, mas temos tal responsabilidade, que muitas vezes acabam nos limitando.

Portanto, não sei mais o que devemos fazer para poder ter uma vida melhor, se tudo em nossa volta nos exige trabalhar. Penso que os homens da caverna tinham uma vida melhor, no sentido de aproveitá-la, estar perto da natureza, não se preocupar com contas, dívidas, trabalhos e só com eles mesmos, sua sobrevivência.

Realmente, não entendo mais nada, só que estou presa.

3 comentários:

Anônimo disse...

Nosso modo-de-produção é o pior possível.
Somos encarcerados numa forma superficial de vida.O conhecimento do outro,de si mesmo,pouco importa.
Triste,mesmo.
___

Volto pra ler os primeiros capitulos da história e acompanhar as continuações.
Valeu muito a visita.
Beijo

Anônimo disse...

bobitchaa!!
amei o blog enteiro! muito criativo e diferente!

realmente muito bom mesmo viu!?

bjitosss

Nicole M Marcio disse...

aaah, é exatamente assim que eu me sinto!
presa, sem aproveitar tantas coisas q a vida me oferece. e cada dia mais eu concordo com o que Charles Chaplin disse sobre como devia ser nossa vida (tá naquela folha de frases q vc me emprestou ahuiahuai).
mas, acho que para tentar fugir da rotina, deveriamos nos atentar para as coisas simples da vida que estão no próprio cotidiano e aproveitar ao máximo o pouco tempo livre que nos resta!